29
Ago
09

ESTÁDIO DO SESI

Novamente com um intervalo enorme, vou fazer um post . É que este assunto de blog é muito bom e legal, pois pode-se falar aberta e francamente, inclusive dando o direito de qualquer um não concordar e até responder. Mas como não frequento e nem circulo em outros blogs, acabo falando sozinho. Como tenho estado muito ocupado profissionalmente, realmente estou sem tempo para me dedicar.

Mas não posso deixar de falar hoje deste assunto, que aparentemente está iniciando um caminho correto. Depois de 2 anos desde o inicio do projeto e mais de um ano depois da sua entrega, finalmente leio na mídia que está havendo uma mobilização favorável na cidade. Acib, CDL, Ricardo Stodieck e Secretário Estadual de Turismo são nominalmente citados pelo colunista Cláudio Holzer na edição de ontem do Jornal de Santa Catarina como apoiadores.

Na verdade sempre lutei por isto, mesmo sabendo das dificuldades e da diversidade de opiniões, ou como diz o Cláudio na coluna dele, “ciume de homem”.

Renasce a esperança. A cidade precisa e merece de algo que a motive e a retire desta letargia, sendo visivelmente ultrapassada pelos vizinhos menores, como Itajaí e Jaraguá do Sul, sem falar de Joinville, que está a anos-luz de nós.

Não preciso descrever mais o assunto. A matéria abaixo explica. Aproveito para anexar imagens das várias tentativas públicas que fiz para que o assunto não fosse esquecido. Vamos torcer – literalmente – pelo time da Cidade de Blumenau e, abandonar a idéia estúpida e absurda de “brigar” por tres estádios – Municipal, do Metropolitano e do Sesi. Na verdade, a ampliação do estádio do Sesi é – descaradamente – a opção mais viável, porque já existe o terreno e toda a infraestrutura interna, o que reduzirá no mínimo em 30% o valor total do investimento. A infraestrutura urbana não é adequada hoje – aliás em nenhum lugar da cidade – mas o seu planejamneto existe e a sua execução é amplamente viável.

Além da matéria da mídia, dos últimos anos sobre o assunto, aproveito e coloco algumas imagens, inclusive internas, de como será o estádio.

Finalizando o meu comentário, vale ressaltar que fizemos alguns estudos para o Sesi e confirmamos que a execução da ampliação pode ser feita em etapas independentes, numa 1a. fase para cerca de 20 mil espectadores, depois para 30 mil e, no futuro, eventualmente para 40 mil espectadores. Sentados e cobertos, com todo o conforto dos estádios internacionais e de acordo com as solicitações da FIFA.

Ressalte-se o empenho pessoal do presidente da Federação das Indústrias do Estado, Alcântaro Correia, neste projeto. Desde a apresentação em 12 de março de 2008 no salão nobre da Prefeitura Municipal de Blumenau.

JSC - 28.8.2009

Abaixo a imagem colorida do filme que a A+C Arquitetura fez na ocasião da entrega do projeto e que serviu de base à foto acima do Jandyr Nascimento e que está no Youtube e no site da A+C.

site www.amaiscearquitetura.com.br

 JSC 11.6.2009 SESI - JSC14.06.2007  HÁ 30 ANOS!  JSC 05.06.2008

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A MINHA RELAÇÃO COM ESTÁDIOS COMEÇOU AOS 11 ANOS DE IDADE, NO MARACANÃ!
A MINHA RELAÇÃO COM ESTÁDIOS COMEÇOU AOS 12ANOS DE IDADE, NO MARACANÃ!

A MINHA RELAÇÃO COM ESTÁDIOS COMEÇOU AOS 12ANOS DE IDADE, NO MARACANÃ! EM 1961 – MOLEQUE ACIMA

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20
Jun
09

SOBRE O ESTÁDIO DE BLUMENAU

Esta série de artigos está criando uma nomenclatura – mesmo que sem esta intenção!     SOBRE…..algo importante e, na minha opinião, esclarecedor.

Desta vez foi SOBRE O ESTÁDIO DE BLUMENAU.

No dia 11 de junho de 2009, o Jornal de Santa Catarina publicou comentário sobre o Estádio do Sesi, e motivou-me a escrever o artigo abaixo, publicado à página 2 do dia 16 de junho pp.

digitalizar0001asobre o estádio de blumenau

01
Jun
09

SOBRE A VILA GERMÂNICA – “CIEFE JÁ!”

Depois da última Texfair, o Jornal de Santa Catarina publicou uma matéria sobre o Centro de Exposições do Parque Vila Germânica, relembrando o Projeto do CIEFE. Como já tenho alguns posts sobre o CIEFE aqui publicados, resolví escrever um artigo que o Santa gentilmente publicou. Segue abaixo…

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Para minha surpresa, no dia seguinte o mesmo Jornal de Santa Catarina publica – no mesmo local – artigo do meu amigo Ney Azambuja, dono da Praxis. O Ney é um amigo muito querido – muito profissional – e que participou com o nosso grupo, há uns 6 anos, da montagem do projeto CIEFE. Como organizador de congressos e feiras, foi muito importante e extremamente prazeiroso abrir o jornal no dia seguinte e ver o seu comentário. Ratificando a importância desta atividade econômica para o município de Blumenau. Aliás, para qualquer cidade. Pena que a nossa Blumenau esteja ficando para trás por falta de interesse de alguns grupos e dos políticos (vide outros posts sobre o CIEFE). Ney, obrigado pelo apoio, que sei ser expontâneo. Como falamos depois, precisamos continuar nesta batalha. Que não é minha e nem é sua. É  da cidade. Vamos manter viva a griffe “Blumenau”. Sim, porque Blumenau é uma griffe.

Vejam o artigo do Ney Azambuja abaixo

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22
Fev
09

A CONCESSÃO DA BR-470. INEVITÁVEL.

Pois é, hoje é domingo de carnaval, 22 de fevereiro de 2009.

Este mes de fevereiro deixa uma notícia bastante auspiciosa – a inevitável concessão à iniciativa privada, da BR-470.

Como já falei neste blog, este é um dos assuntos que mais mexe comigo. Pelo menos há dez anos estou envolvido com este assunto. Envolvido e perplexo com a falta de decisão geral, autoridades e sociedade. Mas agora – ao menos está na mídia – é oficial, e até novembro próximo a rodovia será concessionada. E duplicada.

Infelizmente foram mais de 920 mortos desde que o governador Esperidião Amim cancelou o contrato assinado pelo seu antecessor com a Ecovale. Contrato legítimo, legal. Segundo todos os relatórios jurídicos apresentados desde àquela época. Mas que não interessava ao governador e a alguns grupos da sociedade. A maior derrotada foi a cidade de Blumenau e toda a região do Vale do Itajaí. Basta comparar os índices de desenvolvimento – inclusive humano – de cidades como Jaraguá do Sul, Joinville, Balneário Camboriú e Itajaí. Comparados a Blumenau e Rio do Sul. Isto sem querer comparar à Ilha Capital – Florianópolis – aliás, à época da dupla Amim na política estadual ( marido e mulher ), em que a cidade-capital recebia 80% de todas as verbas federais investidas em Santa Catarina.

Mas, voltando à 470, minha luta vem desde 1998. E, agora sinceramente acredito que não haverá como evitar que a rodovia BR-470 seja duplicada nos próximos 3 a 5 anos.

Nesta batalha deve sr louvado o trabalho do Grupo RBS, especialmente através do Jornal de Santa Catarina, que muito auxiliou em manter o assunto vivo.

A seguir algumas referencias minhas que o Jornal de Santa Catarina publicou nos últimos anos. Espero que para ficar na história, porque neste mes de fevereiro de 2009, aparentemente, definiu-se o caminho e a unanimidade da necessidade urgente de duplicação e desenvolvimento regional

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11
Jan
09

A (BOA) OPINIÃO DE UM ARQUITETO FAMOSO

Na mais recente edição da revista Isto É, o Terra mostrou uma entrevista com o arquiteto paulistano Isay Weinfeld que achei muito interessante.

Em dezembro passado comprei o seu livro, belíssimo, onde mostra alguns dos seus projetos.

Gostei da entrevista. Em parte pela sua coragem e honestidade, sem mêdo da polêmica e, em parte pelas suas idéias extremamente coerentes e válidas.

Vejam abaixo.

Entrevista Isay Weinfeld
“A postura dos ricos me envergonha”
O arquiteto critica a elite nacional, diz que nunca teve Oscar Niemeyer como referência e conta por que é seletivo nos projetos

por Claudia Jordão

O paulistano Isay Weinfeld, 56 anos, é o arquiteto mais badalado do momento no País. Eclético, levam a assinatura dele os sofisticados hotéis Fasano do Rio de Janeiro e São Paulo, restaurantes do grupo, duas filiais da Livraria da Vila e a loja da Forum nos Jardins, todas na capital paulista, entre outros projetos. Mas, ao mesmo tempo que é assediado pela elite (ele projetou a casa do empresário Fernando Altério e do cineasta Hector Babenco), faz a linha low profile. Dá de ombros para as concorridas licitações internacionais para grandes obras e prefere investir em suas caixas de ângulos retos, que se abrem de fora a fora para revelar um amplo jardim – preceito que aparece nos trabalhos de Le Corbusier e no modernismo.

Enquanto toca cerca de 30 projetos, no Brasil e lá fora, lança o livro Isay Weinfeld (Bei Editora), que reúne 15 projetos residenciais realizados nos últimos dez anos. Filho de um imigrante polonês, separado e pai de uma filha, mora sozinho em um apartamento em São Paulo. Isay é um apaixonado por cinema – ele já dirigiu 14 curtas e o longa Fogo e paixão, de 1988 – e música (é fã do Radiohead). Sempre que pode, viaja para algum canto do planeta para assistir aos shows da banda, que se apresenta em março no País com a presença garantida dele, é claro.

ISTOÉO sr. faz casas, edifícios, lojas, hotéis, boates. Seu novo livro privilegia as residências por algum motivo especial?
Isay Weinfeld – Foi a maneira que encontrei de mostrar bem os projetos. Temos as plantas e várias fotos. São só 15 casas, realizadas nos últimos dez anos. Não que eu tenha muito mais; devo ter mais outras dez casas, mas quis mostrar direito, e eventualmente ter outro volume para trabalhos comerciais.

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“No Hotel Fasano, conseguimos mostrar que é possível ser luxuoso sem ostentar. Não precisa ter dourado e rococó”

ISTOÉO sr. é conhecido como um arquiteto que escolhe com quem trabalhar. O que o pauta na hora de pegar ou não um projeto?
Weinfeld - Em primeiro lugar, tenho interesse em fazer o que me dá prazer. De preferência, algo que eu não tenha feito antes, é isso que me move, por causa da minha exagerada curiosidade. Prefiro pegar um projeto completamente novo a um parecido com o que acabei de fazer.

ISTOÉ - Por exemplo?
Weinfeld – Depois da Disco (boate em São Paulo), vieram outras propostas de projetos de casas noturnas. Recusei porque não quis fazer, para não me repetir. É como se, naquele momento, eu tivesse dito tudo sobre o tema discoteca pelo viés da arquitetura. Então vamos deixar passar um tempo para, quem sabe, eu ter vontade de falar sobre o tema de novo.

ISTOÉIdentificar-se com o cliente é fundamental?
Weinfeld – Depois do Fasano, tive várias propostas para fazer restaurante. Não é frescura, eu sou antitudo isso. Mas, por exemplo, se não gosto da comida, não consigo fazer o lugar. Não é porque sou metido ou arrogante, é que não vou saber fazer. Se não gosto da comida, isso quer dizer, de cara, que não tenho muito a ver com aquele proprietário. Com um cliente que tem um gosto compatível com o meu, como o (restauranteur) Rogério Fasano, não preciso me preocupar. Ou seja, se eu não escolher o copo da (lanchonete) Forneria, ele vai escolher o copo certo. Penso o projeto do início ao fim: o ambiente, a decoração, os objetos. Como sou macaco velho, não pego projeto por pegar. É preciso agradar ao cliente e a mim.

ISTOÉ - O que sente quando um projeto seu é alterado pelo cliente depois de entregue?
Weinfeld – Você tocou em um pontochave do meu trabalho. Inclusive acho que difere um pouco do pensamento geral dos outros profissionais dessa área. Primeiro, se a minha obra não permanecer, não faz a mínima diferença para mim. Se ela for modificada, não significa nada. Se ela for destruída, menos ainda. Não tenho preocupação com esse tipo de coisa. Segundo, acho um absurdo quando ouço arquitetos falarem que o cliente estragou sua obra. Isso é inconcebível de ouvir. Primeiro, porque se escolho os trabalhos que pego, o cliente jamais estragará. É óbvio, o gosto dele bate com o meu. Por isso, nunca comprei uma briga com um cliente. O arquiteto acha que tem que fazer o que quer, do jeito dele. Tenho de fazer o que meu cliente quer do meu jeito, sob o meu olhar.

ISTOÉ - O sr. critica o luxo que ostenta. É difícil trabalhar no Brasil?
Weinfeld - Não sei falar se é difícil, mas aqui não é muito diferente do Exterior. Meus clientes não valorizam a ostentação. Por isso, não tenho problema com isso. Mas entendo o que você está falando. Por outro lado, acho que essa é uma das minhas funções. Acho que no Hotel Fasano conseguimos mostrar que é possível ser luxuoso sem ostentar. Para mim, foi muito importante mostrar para uma turma que frequenta o luxo que não é preciso ter dourado e rococó e tudo o mais para ser requintado. Pode ser mais elegante e simples.

ISTOÉO que pensa do gosto da elite nacional em geral?
Weinfeld – É só observar a arquitetura de São Paulo para perceber que as pessoas precisam de certos símbolos para se sentir ricas, poderosas. Elas precisam morar no edifício Champs- Elysées, precisa ter port cocher. O edifício não pode chamar Panorama, tem que chamar Champs-Elysées. Não pode ter uma entrada de automóvel, tem que ter uma port cocher. Boa parte da elite precisa desses símbolos para sentir que é alguém na vida. É uma característica fortíssima das pessoas que têm dinheiro no Brasil.

ISTOÉO que mais o incomoda?
Weinfeld – O que me incomoda muito é a postura e os valores dos ricos brasileiros em geral, até me envergonham. Quando vejo – e vejo sempre – pessoas em carros de luxo jogando maço de cigarro pela janela. Se você quiser me ver doente é me colocar em frente a uma coisa dessas. Parece que o que está fora daquele automóvel não importa. É que ele considera que não é dele. Quando vejo alguém em um restaurante de luxo sem falar “por favor”, nem “muito obrigado”, sem pedir licença. Quando estou no meio dessas pessoas, fico muito envergonhado com o baixo nível de educação e dos valores delas.

ISTOÉ - Qual a cidade mais bonita e a mais cafona no mundo?
Weinfeld - A mais cafona… não sei dizer… A mais bonita é Paris. Mas a que eu mais gosto é Londres, acho incrível a mistura de centro urbano com cidade do interior. Já Veneza é a cidade mais interessante porque é a mais rica espacialmente. Ela surpreende a cada virada de esquina. Você pode dar de cara com a gigantesca Piazza San Marco ou com uma charmosa ruela. Veneza é a mais rica emocionalmente. Ela é exatamente o oposto de Brasília, que não tem esquina.

ISTOÉ - O que acha do trabalho de Oscar Niemeyer?
Weinfeld – O Niemeyer nunca foi uma referência para mim como arquiteto. Mas o considero maravilhoso, sem dúvida. Ele é um artista único, um grande escultor de formas. Acho que ninguém mais vai chegar lá, não há um segmento, não há uma escola.

ISTOÉ - O que gosta do que está sendo feito na arquitetura atual?
Weinfeld – Apesar de não ser uma referência para o meu trabalho, gosto (dos projetos do arquiteto japonês Yoshio) Taniguchi. Ele faz uma arquitetura muito mais silenciosa do que essa que está sendo feita hoje no mundo, que é uma arquitetura que fala alto, grita, berra. Há muitos arquitetos que têm o ego maior que a função do edifício que projetam. As obras mais simples são muito mais fortes na minha opinião.

ISTOÉQuais são suas principais fontes de inspiração?
Weinfeld – Muito mais que qualquer obra arquitetônica, é o cinema e a música. Depois que o projeto da Disco ficou pronto, estava ouvindo uma música do Radiohead quando enxerguei uma semelhança entre meu projeto e aquela sonoridade. A Disco era uma discoteca toda negra, mas tinha alguns elementos multicoloridos. Na entrada, tinha um corredor com pastilhas de vidro. Lá dentro, havia um painel de fios dos irmãos Campana e, no banheiro, umas cubas multicoloridas. A música Motion Picture Soundtrack, do Radiohead, era isso, ela começa inteirinha negra e depois se abre para uma explosão de cores. Como sou muito ligado na música deles, vi essa semelhança. São coisas assim que me inspiram.

ISTOÉÀs vezes o sr. parece ter uma preferência maior pela música ou pelo cinema. Há alguma frustração em não ter seguido outra carreira?
Weinfeld – Não se trata de frustração, mas de desejo. Não me considero realmente um arquiteto. A arquitetura é apenas uma maneira de eu me expressar. Mas, se você não levar isso como uma frase arrogante, tenho certeza de que se eu tivesse continuado com a minha carreira no cinema você estaria aqui da mesma forma. Não estou falando de sucesso, apenas querendo dizer que estaria no mesmo patamar da arquitetura hoje. Eu escolhi um jeito. Além disso, gosto de exercitar esses meus outros lados, como fazer um curta-metragem ou um cenário de peça. Isso me dá muito prazer.

ISTOÉO projeto da casa onde o sr. mora é seu?
Weinfeld - Não, moro em um apartamento.

ISTOÉ - Já projetou alguma casa para o sr. ou para sua família?
Weinfeld – Não.

ISTOÉNunca teve vontade?
Weinfeld - Não, nunca tive a mínima vontade.

ISTOÉ - Por quê?
Weinfeld – Nunca tive a mínima vontade de morar em um lugar que eu tenha projetado. Esse tipo de coisa eu não tenho.

15
Out
08

O CIEFE – CAP. 2

Pois é, vamos voltar um pouco ao CIEFE.

Desta vez vou anexar o relatório da comissão independente criada à época para analisar a localização do centro de eventos. É que a comissão interna do CIEFE (Jorge Rodacki, Marcelo Silveira e outros) da qual eu fazia parte, analisou todas as opções que descobrimos na cidade. O problema é que muitas pessoas não se convenceram ( até hoje?) da melhor localização na cidade , tanto que tivemos que dar explicações especiais para algumas lideranças da cidade, como Félix Theiss, Alcântaro Correa, Ulrich Kuhn e outros. Todos eles se convenceram que a nossa indicação era a melhor e mais adequada, mas quando o assunto começou a envolver as lideranças políticas, todo o questionamento voltou.

Para evitar qualquer imposição do grupo do CIEFE, foi criada uma comissão com um mix de lideranças empresariais e políticas da cidade, que se reuniu semanalmente durante alguns meses na Secretaria de Desenvolvimento Regional a apresentou um parecer/ relatório técnico-financeiro extremamente coerente, que anexarei a este comentário como imagem.

Tudo o que aconteceu depois será a sequencia da história, no próximo comentário.

Para analisar e avaliar, leiam os anexos, abaixo.

04
Out
08

O TERRENO DO ANTIGO BEC

e mail enviado em 2 de outubro aos membros do Conselho Municipal de Planejamento Urbano – COPLAN – de Blumenau. Abaixo…

Prezados colegas do COPLAN,

 

Agradecendo a boa-vontade da Mara Ligia, que me enviou no inicio da última reunião do Conselho (setembro), a matéria referente ao assunto acima, apenas hoje conseguí novamente recebê-lo e analisá-lo, mesmo que rapidamente.

Inicialmente agradeço mais uma vez à Mara Lígia e , lógicamente, ao Walfredo, por disponibilizar a matéria, considerando que na ocasião de sua análise preliminar (agosto) eu estava viajando.

 

Entendo perfeitamente não ser este o projeto que será apresentado/ aprovado futuramente na SEPLAN, como disse o Walfredo. E exatamente por isso, gostaria de fazer alguns comentários, que podem e devem merecer a crítica de cada um dos membros do Conselho.

Também desconheço, ainda, a posição do Conselho do Patrimônio Histórico, que sei que solicitou mais tempo para analisar a questão.

 

Gostaria de comentar o seguinte, apesar de não conseguir identificar as cotas dos desenhos anexos:

1.     Acho bom o sistema viário básico apresentado.

2.     Acho espetaculares os monumentos históricos do entorno, conforme apresentados. Importantíssima a revitalização da área.

3.     Razoável e satisfatória a implantação das 4 torres ( cada arquiteto poderia fazer a sua crítica ou sugestão, “desalinhando”/ afastando mais, etc….). Boa orientação solar.

4.     A ocupação do solo continua excessiva. A diretriz que nós propusemos no BNU2050 era de liberar totalmente o solo exceto na projeção das torres. Pessoalmente liberaria toda a área limítrofe à Via Projetada até as duas primeiras torres, ocupando “eventualmente” (já que a lei permite!) 100% em até 4 pisos da área sudeste e sudoeste. É uma questão de estética e paisagem urbana, independente da permeabilidade e do verde.

5.     Não vejo problemas na altura das torres. Qto. à arquitetura, cada arquiteto tem o direito de fazer o que achar melhor, pessoalmente não faria assim.

6.     A área (praça?) doada à cidade poderia ser menos geométrica (recuo obrigatório do ribeirão) e “envolver” mais as torres.

 

Em relação ao empreendimento comercial:

1.     Razoável a sua implantação

2.     Terrível (desculpem a expressão) a arquitetura – enxaimel. A cidade de Blumenau não precisa disto, entendo que todos os arquitetos são contra, grandes nomes da arquitetura local como Hans Broos já se manifestaram publicamente a respeito, arquitetos alemães que ministraram cursos de conservação de patrimônio alemão nas Américas são unânimes em afirmar que isto não é arquitetura. Isso não tem valor!.

3.     Como não há lei que os obrigue a fazer enxaimel, sugiro que a SEPLAN solicite por favor que isso seja alterado. Façam um belíssimo empreendimento comercial com arquitetura de HOJE, como eles(incorporadores) fariam na sua cidade-sede. Como a Havan fez. Como a Casa do Comercio fez (inclusive o prédio anexo – que ficou bom). Como é o novo projeto do Carlos Gomes. Falo exatamente destes prédios porque não participei de nenhum dos projetos.

 

Coloco-me à disposição para comentários/ sugestões/ críticas.

 

sds

 

arq. Alfredo Lindner jr.

 

 

 

 

 

 

 

 

01
Out
08

A BR 470, O CIEFE E A CIDADE

Estes , sem dúvida, são os assuntos que mais mexem comigo.

A Cidade paga pela ausência de uma rodovia decente. Todo o trânsito do centro e do oeste do Estado passa por dentro da cidade, em pista “simples”, de altíssimo risco, a famigerada BR-470.

A falta da duplicação da 470 talvez seja a grande justificativa que os nossos dois últimos prefeitos tiveram para não desapropriar o terreno onde já estaria edificado o CIEFE. O que é CIEFE? muitos devem lembrar, outros (já fazem 6 anos!) nunca ouviram falar. Centro Internacional de Eventos e Feiras de Blumenau.

São assuntos que merecerão diversos comentários futuros neste modesto blog, que provavelmente ninguém ( ou muito poucos) lê. Mas a sua publicação ao menos alivia a minha consciência e deixa o registro. Talvez os meus filhos, no futuro, possam acompanhar um pouco a real história desta cidade que adotei há 50 anos. O pouquíssimo que sei.

Hoje, apenas para ilustrar, algumas imagens e artigos publicados nos últimos anos.

Voltarei ao(s) assunto(s), para entendermos um pouco a verdadeira história ( o pouco que acompanhei) do (não) desenvolvimento de Blumenau. Como poderia e deveria ser.

  

           

27
Set
08

Ministério das Cidades e Blumenau

O Plano Diretor e a cidade

by Juliana Frazão Campos <
 
 
 

 

last modified 21/01/2008 11:5714/01/2008
Fonte: Jornal de Santa Catarina (SC)
ALFREDO LINDNER JR/ Arquiteto
A leitura de matéria sobre planejamento urbano nos obriga a uma reflexão. Como em tudo naquela época, Blumenau foi na década de 70 uma das cidades pioneiras na contratação de um Plano Diretor Físico Territorial. Mesmo assim, ainda hoje se ouvem os mesmos temas Anel Viário Norte e Sul, desenvolvimento da cidade na direção Norte, áreas industriais não especificas, mescladas com comércio, habitação e serviços. E outros temas, muitos por realizar. Como o Anel Viário Sul.Outros, felizmente, evitados pelo Plano, como a ponte no Clube América que não fazia sentido. Questões básicas foram derrotadas, especialmente em relação ao planejamento do sistema viário. As pessoas que assinavam os índices urbanísticos do Plano Diretor as alteravam, liberando recuos e ocupações que era necessário preservar para viabilizar os projetos de duplicação e alargamento de ruas.Trinta anos depois, nosso sistema viário está cada vez mais difícil de equacionar. Não só pela falta de recursos, mas principalmente pela falta de planejamento. A cada quatro ou oito anos, planos são abandonados e criados outros. É verdade, sempre surgem novas variáveis, mas planos devem ser atualizados e não substituídos. Principalmente, bons planos urbanísticos. A qualidade do que se planeja é sinônimo de viabilidade de sua execução.As obras de infra estrutura viária são dispendiosas. Uma avenida, uma ponte ou um viaduto, não importa, seu custo é elevado. Mas o importante é o investimento correto. O custo de uma ponte construída no lugar errado é o mesmo de uma ponte construída no lugar certo. Assim como de um viaduto ou de uma avenida nova.

Blumenau ainda é uma cidade especial para se viver. Como poucas no mundo. Onde se trabalha com adrenalina, se estuda com qualidade, se tem serviços médicos de primeiro mundo e, ainda, se tem segurança acima da média nacional. Mas precisamos ficar atentos. Atentos e preocupados com o futuro.

Felizmente, a cidade, por meio da Diretoria de Planejamento Urbano, está elaborando uma reforma geral no Plano Diretor, para a qual a autonomia e a independência do Conselho de Planejamento Urbano são fundamentais. É preciso planejar a cidade para os próximos 50 anos. Tecnicamente.

Os nossos investimentos urbanos precisam ser minimizados e a qualidade, maximizada. A nossa deslumbrante paisagem precisa ser preservada. Sem prejuízo aos investimentos privados. E sem inviabilizar o investimento público.Pular para o conteúdo. | Ir para a navegação

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O Plano Diretor e a cidade

por Juliana Frazão Campos - Última modificação 21/01/2008 11:57

14/01/2008

Fonte: Jornal de Santa Catarina (SC)

ALFREDO LINDNER JR/ Arquiteto

A leitura de matéria sobre planejamento urbano nos obriga a uma reflexão. Como em tudo naquela época, Blumenau foi na década de 70 uma das cidades pioneiras na contratação de um Plano Diretor Físico Territorial. Mesmo assim, ainda hoje se ouvem os mesmos temas   Anel Viário Norte e Sul, desenvolvimento da cidade na direção Norte, áreas industriais não especificas, mescladas com comércio, habitação e serviços. E outros temas, muitos por realizar. Como o Anel Viário Sul.

Outros, felizmente, evitados pelo Plano, como a ponte no Clube América   que não fazia sentido. Questões básicas foram derrotadas, especialmente em relação ao planejamento do sistema viário. As pessoas que assinavam os índices urbanísticos do Plano Diretor as alteravam, liberando recuos e ocupações que era necessário preservar para viabilizar os projetos de duplicação e alargamento de ruas.

Trinta anos depois, nosso sistema viário está cada vez mais difícil de equacionar. Não só pela falta de recursos, mas principalmente pela falta de planejamento. A cada quatro ou oito anos, planos são abandonados e criados outros. É verdade, sempre surgem novas variáveis, mas planos devem ser atualizados e não substituídos. Principalmente, bons planos urbanísticos. A qualidade do que se planeja é sinônimo de viabilidade de sua execução.

As obras de infra estrutura viária são dispendiosas. Uma avenida, uma ponte ou um viaduto, não importa, seu custo é elevado. Mas o importante é o investimento correto. O custo de uma ponte construída no lugar errado é o mesmo de uma ponte construída no lugar certo. Assim como de um viaduto ou de uma avenida nova.

Blumenau ainda é uma cidade especial para se viver. Como poucas no mundo. Onde se trabalha com adrenalina, se estuda com qualidade, se tem serviços médicos de primeiro mundo e, ainda, se tem segurança acima da média nacional. Mas precisamos ficar atentos. Atentos e preocupados com o futuro.Felizmente, a cidade, por meio da Diretoria de Planejamento Urbano, está elaborando uma reforma geral no Plano Diretor, para a qual a autonomia e a independência do Conselho de Planejamento Urbano são fundamentais. É preciso planejar a cidade para os próximos 50 anos. Tecnicamente.
Os nossos investimentos urbanos precisam ser minimizados e a qualidade, maximizada. A nossa deslumbrante paisagem precisa ser preservada. Sem prejuízo aos investimentos privados. E sem inviabilizar o investimento público. leitor@santa.com.br

 

 

 

 

27
Set
08

A Lei da Mata Atlântica

Resumindo, a minha reflexão é no sentido de saber o porque da lei permitir o livre corte de árvores exóticas e não permitir ( ou com muitas restrições) o corte de vegetação nativa ( Lei da Mata Atlântica).

Acho que a sombra e o clima independem da “nacionalidade” da árvore, muito pelo contrário. Acho um flamboyant muito mais bonito do que um pé-de-silva.

 

O que aconteceu na esquina da Rua Paraíba com a Dr. Sappelt ( imagens anexas) é absolutamente legal, mas poderia ter sido evitado. O (provável) empreendimento residencial que surgirá  poderia ter aproveitado a beleza natural existente e valorizado ($$$$) o empreendimento.

 

As centenas (ou milhares?) de pessoas que transitam diariamente naquela região ficariam muito agradecidas. Na verdade a cidade toda perde em relação ao clima, à paisagem, a sua imagem, a sua inteligência. Desnecessariamente.

 

Vale a reflexão. Se evitarmos a repetição, ótimo!